terça-feira, 19 de maio de 2015
Liam chegou!
Na última sexta-feira, nosso pequeno Liam deu o ar da graça! E veio lindamente como pode e deve ser: na hora que ele quis!
Quinta-feira, entediada resolvi ir pra casa da minha sogra com a Lórien. Passamos a noite jogando Guitarhero, Mortal Kombat... Fui dormir por volta de 00h00. Às 02h40 acordei com uma sensação estranha, estava molhada. Imaginei que poderia ser xixi, mas resolvi checar. Quando me levantei o líquido continuou saindo e eu não conseguia controlar, nesta hora percebi que era realmente a bolsa. Fiquei um pouco nervosa, porque não passei por isso na gravidez da Lórien. A princípio não sentia nenhuma dor, daí resolvi ligar para minha doula. Ela me disse que eu poderia relaxar um pouco até que começasse a sentir as contrações, então resolvi deitar e descansar. Às 03h40 sentia primeira contração..esperei até que tivesse outra pra começar a contar.. estavam vindo de 20 em 20 minutos. Levantei e fui tomar banho. Saímos da casa da minha sogra às 04h30 com contrações desritmadas e irregulares... Chegamos à casa de parto por volta das 05h15, fui examinada, estava com 4 cm de dilatação e me deixaram em observação. No quarto quando as contrações vinham, eu sentava na bola e dava pequenos pulinhos. Senti vontade de tomar um banho.. precisava relaxar. Com o chuveiro ligado e a água quentinha me senti mais confortável. E ali sim as contrações ficaram realmente intensas e a vontade de fazer força veio forte. Meu esposo entrou e ficou ali no chuveiro comigo pra que eu pudesse segurar sua mão. Duas enfermeiras estavam ali de prontidão e me deixaram super a vontade. Me fizeram protagonista do meu parto. Fiquei ali no chuveiro e quando senti que estava na hora, me sentei na banqueta de parto ainda debaixo do chuveiro... Senti meu corpo se abrir, senti meu corpo trabalhando pra que tudo aquilo acontecesse, senti amor, senti prazer, senti alívio.
Nasceu. Às 06h30.. e veio direto para o meu colo. Molhado. Papai ali do lado o tempo todo. Só respirava. Ficamos ali até que a placenta descesse sozinha e o cordão umbilical ainda estava ali nos ligando e o sangue pulsando pra que ele recebesse tudo o que tinha direito. Me levantei e fui sozinha para a cama e continuei com ele no meu colo até que ele sentiu vontade de mamar. Pegou o peito tão bem e com vontade. Ficamos ali, nós três e aquela enxurrada de ocitocina ainda pulsando.
Quinta-feira, entediada resolvi ir pra casa da minha sogra com a Lórien. Passamos a noite jogando Guitarhero, Mortal Kombat... Fui dormir por volta de 00h00. Às 02h40 acordei com uma sensação estranha, estava molhada. Imaginei que poderia ser xixi, mas resolvi checar. Quando me levantei o líquido continuou saindo e eu não conseguia controlar, nesta hora percebi que era realmente a bolsa. Fiquei um pouco nervosa, porque não passei por isso na gravidez da Lórien. A princípio não sentia nenhuma dor, daí resolvi ligar para minha doula. Ela me disse que eu poderia relaxar um pouco até que começasse a sentir as contrações, então resolvi deitar e descansar. Às 03h40 sentia primeira contração..esperei até que tivesse outra pra começar a contar.. estavam vindo de 20 em 20 minutos. Levantei e fui tomar banho. Saímos da casa da minha sogra às 04h30 com contrações desritmadas e irregulares... Chegamos à casa de parto por volta das 05h15, fui examinada, estava com 4 cm de dilatação e me deixaram em observação. No quarto quando as contrações vinham, eu sentava na bola e dava pequenos pulinhos. Senti vontade de tomar um banho.. precisava relaxar. Com o chuveiro ligado e a água quentinha me senti mais confortável. E ali sim as contrações ficaram realmente intensas e a vontade de fazer força veio forte. Meu esposo entrou e ficou ali no chuveiro comigo pra que eu pudesse segurar sua mão. Duas enfermeiras estavam ali de prontidão e me deixaram super a vontade. Me fizeram protagonista do meu parto. Fiquei ali no chuveiro e quando senti que estava na hora, me sentei na banqueta de parto ainda debaixo do chuveiro... Senti meu corpo se abrir, senti meu corpo trabalhando pra que tudo aquilo acontecesse, senti amor, senti prazer, senti alívio.
Nasceu. Às 06h30.. e veio direto para o meu colo. Molhado. Papai ali do lado o tempo todo. Só respirava. Ficamos ali até que a placenta descesse sozinha e o cordão umbilical ainda estava ali nos ligando e o sangue pulsando pra que ele recebesse tudo o que tinha direito. Me levantei e fui sozinha para a cama e continuei com ele no meu colo até que ele sentiu vontade de mamar. Pegou o peito tão bem e com vontade. Ficamos ali, nós três e aquela enxurrada de ocitocina ainda pulsando.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Sobre a campanha do aborto
Ser mãe. Ah, eu amo isto. Sonho com a maternidade desde que era criança, brincava de mamãe com minhas bonecas, ensinava, dava comidinha. Sempre me interessei muito por assuntos relacionados a educação, a partos naturais, a alimentação de crianças, etc.
Sou mãe da pequena flor, Lórien, que completou seus dois aninhos há pouco tempo. Confesso que não foi muito bem planejada a gravidez, descobri que estava de 10 semanas dois dias após meu casamento, mas foi muito muito desejada, querida e amada desde o início da gravidez. E hoje, estou grávida de 26 semanas. Quando descobri estava com 5 semanas, e senti medo, senti raiva, senti nervosismo, infelizmente não fiquei feliz imediatamente com a situação. Mexeu muito comigo, não estava preparada. O olhar de julgamento de todos, até da família, me deixaram ainda mais pra baixo. Eu me apoiei. Com o tempo passei a amar a ideia de ter um casal, de ter duas crianças. Mas tudo isto me assustou no início, condições psicológicas, financeiras, físicas...
A experiência de ser mãe me engrandeceu, me amadureceu, e me revolucionou de várias formas. Descobri que sou uma leoa, que sou mil e uma utilidades, que as mães deveriam entrar para o livro dos records por vários aspectos. rsrs Amo e vivo cada momento com minha filha e minha familia intensamente. Mas isto, sou eu. Só diz respeito a mim. Jamais poderia julgar alguém que não concorde comigo, jamais poderia ditar como devem ser as experiências de outras pessoas.
Eu sou a favor da descriminalização do aborto. A favor da legalização. Sou a favor da autonomia feminina para decidir sobre o próprio corpo, sobre a própria vida. Porque a maternidade é – ou deveria ser – uma escolha, jamais algo compulsório, muito menos uma punição.
Sou mãe da pequena flor, Lórien, que completou seus dois aninhos há pouco tempo. Confesso que não foi muito bem planejada a gravidez, descobri que estava de 10 semanas dois dias após meu casamento, mas foi muito muito desejada, querida e amada desde o início da gravidez. E hoje, estou grávida de 26 semanas. Quando descobri estava com 5 semanas, e senti medo, senti raiva, senti nervosismo, infelizmente não fiquei feliz imediatamente com a situação. Mexeu muito comigo, não estava preparada. O olhar de julgamento de todos, até da família, me deixaram ainda mais pra baixo. Eu me apoiei. Com o tempo passei a amar a ideia de ter um casal, de ter duas crianças. Mas tudo isto me assustou no início, condições psicológicas, financeiras, físicas...
A experiência de ser mãe me engrandeceu, me amadureceu, e me revolucionou de várias formas. Descobri que sou uma leoa, que sou mil e uma utilidades, que as mães deveriam entrar para o livro dos records por vários aspectos. rsrs Amo e vivo cada momento com minha filha e minha familia intensamente. Mas isto, sou eu. Só diz respeito a mim. Jamais poderia julgar alguém que não concorde comigo, jamais poderia ditar como devem ser as experiências de outras pessoas.
Eu sou a favor da descriminalização do aborto. A favor da legalização. Sou a favor da autonomia feminina para decidir sobre o próprio corpo, sobre a própria vida. Porque a maternidade é – ou deveria ser – uma escolha, jamais algo compulsório, muito menos uma punição.
Porque métodos preventivos falham. Porque não me sinto no direito de julgar o que cada mulher deveria ter feito para se prevenir de uma gravidez indesejada. Porque coisas inesperadas acontecem. Porque o aborto do homem acontece todos os dias, debaixo dos nossos narizes, sem que os responsáveis sejam socialmente julgados por isso. Por tudo isso, mas principalmente porque o que leva uma mulher a optar por interromper uma gestação diz respeito a ela e a mais ninguém – nem a mim, nem à polícia, nem à sociedade, nem ao Estado.
Apenas aceitemos esta realidade: mulheres abortam. Fato. Você pode até não saber, mas entre o seu círculo de conhecidas, certamente há mulheres que abortaram, pelos mais variados motivos e submetendo-se às mais variadas formas de violência e aos mais variados níveis de risco.
Sou, sim, a favor da vida – a favor da vida de cada mulher que morre em decorrência de abortos clandestinos, de cada mulher que sofre violência em situação de abortamento, de cada mulher que se vê forçada a prosseguir com uma gestação indesejada, sem convicção de que aquilo é o certo a se fazer, sem estrutura, sem apoio, sem condições físicas, financeiras e/ou psicológicas, sem coisa alguma. A criminalização do aborto mata mulheres, todos os dias. Todos os dias. Enquanto se escolhe a melhor foto do álbum de gestante para postar ‘a favor da vida’, uma mulher morreu em decorrência da criminalização do aborto. Talvez duas. Três. Quem está contando?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
"Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.
Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte - mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.
Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.
Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho - alguém está?
Mente quem diz que mãe sente menos dor - pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê - ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar - cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. Como esse menino cresceu, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.
Já os filhos, ah Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa - e mais urgente.
Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção."
Por Cris Guerra
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Relatos de um parto.
Como já disse antes sempre tive o sonho de ver minha barriga crescer e saber que haveria um ser dentro de mim, totalmente dependente de mim, vivendo e crescendo dentro de mim. É uma sensação maravilhosa! Sempre quis e imaginei o meu parto normal, mas confesso que uma vez ou outra por medo cogitei fazer uma cesárea. Mas eu sei que sou forte, e não poderia fugir por medo de dor.
A sensação de sentir o "coquetel de hormônios do amor" é indescritível. Ele nos dá uma força de outro mundo. Sentir sua cria literalmente saindo de você, sentir cabeça, ombros e tronco. Sentir que estão trabalhando juntos neste momento, eu fazendo força aqui fora e ela lá dentro pra sair. A cumplicidade já começa aí.
Meu parto foi bem tranquilo, estive em TP por pouco mais de 1 hora, o que é pouquíssimo tempo. Mas tive o desprazer de vários médicos fazendo o toque para checar dilatação, que é um desconforto. Tive o parto pelo SUS, na unidade de Planaltina, às 13:34. E tenho sorte por conhecer alguém lá dentro, alguém que esteve ao meu lado, me depilou, me ajudou no banho, me deu força, conversou comigo. E ainda assim, sinto que não foi um parto perfeito. Imaginem milhares de mulheres que parem todos os dias, sozinhas, inseguras e com medo, sujeitas a inúmeras intervenções sem consentimento.
Foi muito bom poder abraçá-la logo que saiu de dentro de mim, mas foi horrível me separar dela logo depois. Fiquei sozinha na maca, com frio, sem saber pra onde haviam levado ela e o que estavam fazendo. Pra mim, esta foi a pior parte. Chorei e choro quando me lembro.
Depois que a encontrei novamente não fomos mais separadas, ela já estava limpinha e de lacinho na cabeça. Dormia. Eu não conseguia.
A sensação de sentir o "coquetel de hormônios do amor" é indescritível. Ele nos dá uma força de outro mundo. Sentir sua cria literalmente saindo de você, sentir cabeça, ombros e tronco. Sentir que estão trabalhando juntos neste momento, eu fazendo força aqui fora e ela lá dentro pra sair. A cumplicidade já começa aí.
Meu parto foi bem tranquilo, estive em TP por pouco mais de 1 hora, o que é pouquíssimo tempo. Mas tive o desprazer de vários médicos fazendo o toque para checar dilatação, que é um desconforto. Tive o parto pelo SUS, na unidade de Planaltina, às 13:34. E tenho sorte por conhecer alguém lá dentro, alguém que esteve ao meu lado, me depilou, me ajudou no banho, me deu força, conversou comigo. E ainda assim, sinto que não foi um parto perfeito. Imaginem milhares de mulheres que parem todos os dias, sozinhas, inseguras e com medo, sujeitas a inúmeras intervenções sem consentimento.
Foi muito bom poder abraçá-la logo que saiu de dentro de mim, mas foi horrível me separar dela logo depois. Fiquei sozinha na maca, com frio, sem saber pra onde haviam levado ela e o que estavam fazendo. Pra mim, esta foi a pior parte. Chorei e choro quando me lembro.
Depois que a encontrei novamente não fomos mais separadas, ela já estava limpinha e de lacinho na cabeça. Dormia. Eu não conseguia.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Quase 2
Como o tempo voa!!!
Como ele passa rápido.
Minha pequena Florzinha completará dois aninhos daqui 28 dias. Parece que foi ontem, no meio dia de uma quinta-feira que fui ao hospital para ganhá-la, tê-la e recebê-la!
E o dilema... fazer ou não fazer uma festa?
Como ele passa rápido.
Minha pequena Florzinha completará dois aninhos daqui 28 dias. Parece que foi ontem, no meio dia de uma quinta-feira que fui ao hospital para ganhá-la, tê-la e recebê-la!
E o dilema... fazer ou não fazer uma festa?
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