sábado, 19 de março de 2016

É só a mãe!

( Estou acordada às 04:10, ainda não consegui dormir profundamente. Liam já acordou 6 vezes. Duas delas, se espremeu todo com dor de barriga e diarreia. Estou aqui de plantão, ouvindo gemidos, massageando barriga, dando remédio, dando mamadeira, pensando e imaginando o que pode estar fazendo mal pra ele. Perco horas de sono tentando pensar numa solução. )

Já parou pra reparar que quando o filho precisa de algo, na maioria das vezes o nome pelo qual ele grita é: MAMÃEEEEEE. ?

"To com fome. Vem me limpar. Me conta uma história. To com sede. To com medo. Não consigo dormir. Estou com dor. Me ajuda na tarefa. Olha o que eu fiz. Vamos brincar? "

Isso porque é a mãe quem alimenta, acalenta, sacia, conversa, mais se doa. E não adianta dizer... Ah, mas Fulano é um ótimo pai, troca fralda, brinca com os filhos. Que bom que faz isso, e não é mais do que a obrigação. Pai raramente deixa de fazer xixi, tem companhia no banheiro ao fazer coco, mal toma banho, lavar o cabelo é luxo, prepara o lanche da escola, ajuda com as atividades escolares, da banho todos os dias, leva ao médico, deixa suas dores de lado pra curar as dores dos filhos, esquece vida social, perde amigos por ter se tornado pai, perde trabalhos por ser pai, fica noites em claro apenas pensando em como tirar a dor do filho, tem a roupa suja de papinha, meleca, vômito... Sabe como tem que era o coco do filho.

O pai faz uma coisa ou outra dessas. Um dia ou outro. A mãe vive isso integralmente.

sexta-feira, 18 de março de 2016

A vida real

Às vezes acho tudo meio injusto. O abismo que há entre a maternidade e a paternidade. A minha diversão passou a ser os encontros no parquinho com outras mães. Acho isso meio triste. Não que eu não goste. Eu adoro conversar com outras mães. Trocar figurinhas de maternidade, falar sobre desenvolvimento, momentos importantes, trocar experiências, dar e receber dicas. É ótimo. Mas eu também adoro conversar sobre política, estudos, trabalho, falar besteiras, rir de qualquer coisa, beber, cantar, dançar. Mas eu não faço mais isto.

A maternidade é assim.... Você ama e odeia ao mesmo tempo. Turbilhão de sentimentos e emoções, roupa suja de papinha, casa bagunçada, sorrisos das crianças, pia suja, abraços e beijos, companhia no banheiro, "mamãe, eu te amo", noites sem dormir, pegar no sono junto com as crianças, filho doente, filho com sono, com fome, nervoso, um desenho seu feito por ele, historinha pra dormir, primeira palavra, primeiros passos, vida social comprometida, amizade com outras mamães, adiar planos, incluí-los em novos planos. Ao mesmo tempo que você quer fugir dali, você não se imagina fazendo outra coisa.

domingo, 6 de março de 2016

Nova fase

Depois de praticamente um ano, voltei a trabalhar. Aceitei a primeira oportunidade que surgiu, porque eu estava ficando louca em casa já. Mas com est novo emprego viriam algumas mudanças e adaptações. Lori ganhou bolsa integral no colégio em que estou trabalhando, no mesmo turno. Ela começou super empolgada, depois criou uma resistência, chorava na saída com medo de que eu não fosse buscá-la. Depois de três semanas, ela se adaptou super bem e adora ir pra escola.
Liam entrou na creche, com nove meses. Foi difícil entregar ele nas mãos de quem eu não conheço. Está sendo difícil. Mas o que me consola, é que ele tem se adaptado super bem, e acredito que irá se desenvolver bastante lá. Esta até comendo melhor no almoço.

Com a nova rotina, esses dois estão me deixando um caco! Eles acordam às 06:20, sem despertador. E eles é que me acordam. Mesmo nos finais de semana. E mesmo dormindo cedo, eu acordo cansada.
Ainda estou tentando me adaptar, assim como eles.