( Estou acordada às 04:10, ainda não consegui dormir profundamente. Liam já acordou 6 vezes. Duas delas, se espremeu todo com dor de barriga e diarreia. Estou aqui de plantão, ouvindo gemidos, massageando barriga, dando remédio, dando mamadeira, pensando e imaginando o que pode estar fazendo mal pra ele. Perco horas de sono tentando pensar numa solução. )
Já parou pra reparar que quando o filho precisa de algo, na maioria das vezes o nome pelo qual ele grita é: MAMÃEEEEEE. ?
"To com fome. Vem me limpar. Me conta uma história. To com sede. To com medo. Não consigo dormir. Estou com dor. Me ajuda na tarefa. Olha o que eu fiz. Vamos brincar? "
Isso porque é a mãe quem alimenta, acalenta, sacia, conversa, mais se doa. E não adianta dizer... Ah, mas Fulano é um ótimo pai, troca fralda, brinca com os filhos. Que bom que faz isso, e não é mais do que a obrigação. Pai raramente deixa de fazer xixi, tem companhia no banheiro ao fazer coco, mal toma banho, lavar o cabelo é luxo, prepara o lanche da escola, ajuda com as atividades escolares, da banho todos os dias, leva ao médico, deixa suas dores de lado pra curar as dores dos filhos, esquece vida social, perde amigos por ter se tornado pai, perde trabalhos por ser pai, fica noites em claro apenas pensando em como tirar a dor do filho, tem a roupa suja de papinha, meleca, vômito... Sabe como tem que era o coco do filho.
O pai faz uma coisa ou outra dessas. Um dia ou outro. A mãe vive isso integralmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário