sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Lóri e Liam

Ela o ama. Eu sei. Eu vejo. Eu sinto. Ela quer ter ele perto. Quer abraçar. Dar banho. Trocar fralda. Beijar. Tudo isto do jeito destrambelhado de ser de Lórien. E ele retribui com aquele olhar apaixonado. Com aquele sorriso banguelo delicioso. Morro de amores quando os vejo juntinhos. Tão iguais e tão diferentes. E amo cada centímetrozinho de cada um deles.









Mãe de dois: da comédia ao drama e vice-versa.

O drama.

Nossa primeira gravidez não foi planejada, mas foi querida, aceita e desejada desde o início. A segunda também não planejada, foi na verdade uma surpresa, que me encheu de medos e inseguranças, que me impediram de ficar tão feliz como da primeira. Tudo isto junto com hormônios loucos, pressão social, o sentimento de que não tinha e não teria apoio. 
Por sentir tudo isto na segunda gestação, já comecei a sentir que não era justa, não estava sendo justa com meu pequeno guardião, que não o amei mesmo antes de vê-lo e tocá-lo. Me culpava e me condenava todos os dias. E ainda o faço. 
Estou à flor da pele, uma pilha de nervos. Às vezes por motivos grandes, outras por coisas pequenas e insignificantes, que tomam uma proporção enorme dentro de mim. E acho que por isto minha produção de leite diminuiu. Tive que partir para a fórmula para complementar. Ele mamava, e quando queria mamar novamente, ainda não tinha dado tempo de encher as mamas. E isto só me consumia, e me consome. Choro. Por me sentir impotente. Por achar que estou falhando com ele. Por achar que estou em falta com ele. Por achar que estou sendo injusta de certa forma. 
Quem vê de fora pensa: é exagero. Até quem me vê e me acompanha todos os dias não consegue ver, sentir ou entender a pressão que sinto aqui dentro. A tristeza contínua.
Uma tristeza que vai e vem. E acaba camuflada com a correria de arrumar casa, fazer comida, trocar fralda, lavar roupa, lavar banheiro, dobrar e guardar roupas, dar banho nas crianças, amamentar, fazer mamadeira, dar comida. 
Tenho medo de me perder no meio de tudo isto.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Nosso pequeno guardião!

Liam veio nos completar. Veio encher nossas vidas de luz e alegria com todos aqueles sorrisos que só ele tem! É um anjo azul, Tão tranquilo e tão sereno. Tem e traz uma paz para o meu coração. Me acalma e me acalenta. Faz eu me sentir bem. Bem comigo mesma. Faz eu me sentir orgulhosa. Dele, de mim. Faz eu querer ser mais. Melhor. Pra ele. Pra ela. (2 meses e 16 dias)





Mãe de dois!

Há tempos venho adiando escrever, na verdade, me faltou tempo, disposição...
Dois meses e meio que sou mãe de dois, e já posso falar com propriedade sobre algumas coisas.
Tinha medo, muito medo, estava assustada com a ideia de ter dois filhos. Temia que eu não desse conta, temia que a mais velha se sentisse rejeitada. Temia.
Hoje sei o quanto é bom ter um carro, poder sair com eles, nem que seja aqui pertinho, espairecer. É estressante ter uma criança e um bebê em casa. É cansativo. Meus filhos são uns amores, uns doces, mas ainda assim, exigem muito de mim. Lórien está super independente, faz muitas coisas sozinha e na verdade até me ajuda, mas também está testando seus limites ao máximo. Se cansa rápido de algo e já quer algo novo, Fica entediada se ficar em casa o dia inteiro. Liam é muito tranquilo, ainda dorme bastante, quase não chora. Mas há as trocas de fralda, amamentação, banho...
Tudo isto intercalado com arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa...
Aprendi a amamentar, almoçar e dar comida pra Lórien ao mesmo tempo. Aprendi a pegar as coisas com os pés. Aprendi como a mochila é maravilhosa. E que o sling é de deus!. Estou aprendendo a não me estressar tanto com as pequenas coisas. Relevar mais. Aprendi que não dá pra se manter a casa arrumada por muito tempo. Que eles crescem, e é muito rápido. Não posso e nem quero perder nada!

No fim do dia, finalmente consigo tomar aquele banho, consigo me sentar e assistir a alguma coisa, paro e penso no meu dia. Quero toda essa aventura amanhã. Quero todos os sorrisos que eu puder arrancar dos meus filhos. Quero que o que ensinei à Lórien hoje ela possa levar pra vida. Quero acompanhar o desenvolvimento deles, Cada passo. Quero dar a mão quando caírem. Eu quero tudo isso! Não me imagino sem meus dois L's. Não sou eu, sem eles. Tudo, sem eles, é nada!

terça-feira, 19 de maio de 2015


Liam chegou!

Na última sexta-feira, nosso pequeno Liam deu o ar da graça! E veio lindamente como pode e deve ser: na hora que ele quis!
Quinta-feira, entediada resolvi ir pra casa da minha sogra com a Lórien. Passamos a noite jogando Guitarhero, Mortal Kombat... Fui dormir por volta de 00h00. Às 02h40 acordei com uma sensação estranha, estava molhada. Imaginei que poderia ser xixi, mas resolvi checar. Quando me levantei o líquido continuou saindo e eu não conseguia controlar, nesta hora percebi que era realmente a bolsa. Fiquei um pouco nervosa, porque não passei por isso na gravidez da Lórien. A princípio não sentia nenhuma dor, daí resolvi ligar para minha doula. Ela me disse que eu poderia relaxar um pouco até que começasse a sentir as contrações, então resolvi deitar e descansar. Às 03h40 sentia primeira contração..esperei até que tivesse outra pra começar a contar.. estavam vindo de 20 em 20 minutos. Levantei e fui tomar banho. Saímos da casa da minha sogra às 04h30 com contrações desritmadas e irregulares... Chegamos à casa de parto por volta das 05h15, fui examinada, estava com 4 cm de dilatação e me deixaram em observação. No quarto quando as contrações vinham, eu sentava na bola e dava pequenos pulinhos. Senti vontade de tomar um banho.. precisava relaxar. Com o chuveiro ligado e a água quentinha me senti mais confortável. E ali sim as contrações ficaram realmente intensas e a vontade de fazer força veio forte. Meu esposo entrou e ficou ali no chuveiro comigo pra que eu pudesse segurar sua mão. Duas enfermeiras estavam ali de prontidão e me deixaram super a vontade. Me fizeram protagonista do meu parto. Fiquei ali no chuveiro e quando senti que estava na hora, me sentei na banqueta de parto ainda debaixo do chuveiro... Senti meu corpo se abrir, senti meu corpo trabalhando pra que tudo aquilo acontecesse, senti amor, senti prazer, senti alívio.

Nasceu. Às 06h30.. e veio direto para o meu colo. Molhado. Papai ali do lado o tempo todo. Só respirava. Ficamos ali até que a placenta descesse sozinha e o cordão umbilical ainda estava ali nos ligando e o sangue pulsando pra que ele recebesse tudo o que tinha direito. Me levantei e fui sozinha para a cama e continuei com ele no meu colo até que ele sentiu vontade de mamar. Pegou o peito tão bem e com vontade. Ficamos ali, nós três e aquela enxurrada de ocitocina ainda pulsando.