quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nem tudo São Flores...

De Flores e espinhos é feita a maternidade....
Hoje estou com meus dois pimpolhos doentes. Muita tosse, muito catarro. De ves em quando uma febre. Enjoo por causa da gripe. Dificuldade pra comer e irritabilidade.
Tento de todas as formas afagar, acalmar e amenizar os incômodos. Mas eu não sou feita de ferro. Eu me canso. Eu desabo às vezes. Choro de preocupação e grito tentando extravazar a frustração do sentimento de impotência.
Não é mentira quando dizem que as mães queriam ter o poder de absorver as dores do filho, pra que ele fique bem. Nessa hora só o que podemos ser é... Fortes! Pra suportar o enjoo, pra pegar no colo, acalmar, segurar pra dar remédio, passar até por cima daquilo que você não costuma permitir.... Assistir TV o dia todo, chupar balinha, comer doce. Tudo o que queremos é que fiquem bem e felizes.

sábado, 19 de março de 2016

É só a mãe!

( Estou acordada às 04:10, ainda não consegui dormir profundamente. Liam já acordou 6 vezes. Duas delas, se espremeu todo com dor de barriga e diarreia. Estou aqui de plantão, ouvindo gemidos, massageando barriga, dando remédio, dando mamadeira, pensando e imaginando o que pode estar fazendo mal pra ele. Perco horas de sono tentando pensar numa solução. )

Já parou pra reparar que quando o filho precisa de algo, na maioria das vezes o nome pelo qual ele grita é: MAMÃEEEEEE. ?

"To com fome. Vem me limpar. Me conta uma história. To com sede. To com medo. Não consigo dormir. Estou com dor. Me ajuda na tarefa. Olha o que eu fiz. Vamos brincar? "

Isso porque é a mãe quem alimenta, acalenta, sacia, conversa, mais se doa. E não adianta dizer... Ah, mas Fulano é um ótimo pai, troca fralda, brinca com os filhos. Que bom que faz isso, e não é mais do que a obrigação. Pai raramente deixa de fazer xixi, tem companhia no banheiro ao fazer coco, mal toma banho, lavar o cabelo é luxo, prepara o lanche da escola, ajuda com as atividades escolares, da banho todos os dias, leva ao médico, deixa suas dores de lado pra curar as dores dos filhos, esquece vida social, perde amigos por ter se tornado pai, perde trabalhos por ser pai, fica noites em claro apenas pensando em como tirar a dor do filho, tem a roupa suja de papinha, meleca, vômito... Sabe como tem que era o coco do filho.

O pai faz uma coisa ou outra dessas. Um dia ou outro. A mãe vive isso integralmente.

sexta-feira, 18 de março de 2016

A vida real

Às vezes acho tudo meio injusto. O abismo que há entre a maternidade e a paternidade. A minha diversão passou a ser os encontros no parquinho com outras mães. Acho isso meio triste. Não que eu não goste. Eu adoro conversar com outras mães. Trocar figurinhas de maternidade, falar sobre desenvolvimento, momentos importantes, trocar experiências, dar e receber dicas. É ótimo. Mas eu também adoro conversar sobre política, estudos, trabalho, falar besteiras, rir de qualquer coisa, beber, cantar, dançar. Mas eu não faço mais isto.

A maternidade é assim.... Você ama e odeia ao mesmo tempo. Turbilhão de sentimentos e emoções, roupa suja de papinha, casa bagunçada, sorrisos das crianças, pia suja, abraços e beijos, companhia no banheiro, "mamãe, eu te amo", noites sem dormir, pegar no sono junto com as crianças, filho doente, filho com sono, com fome, nervoso, um desenho seu feito por ele, historinha pra dormir, primeira palavra, primeiros passos, vida social comprometida, amizade com outras mamães, adiar planos, incluí-los em novos planos. Ao mesmo tempo que você quer fugir dali, você não se imagina fazendo outra coisa.

domingo, 6 de março de 2016

Nova fase

Depois de praticamente um ano, voltei a trabalhar. Aceitei a primeira oportunidade que surgiu, porque eu estava ficando louca em casa já. Mas com est novo emprego viriam algumas mudanças e adaptações. Lori ganhou bolsa integral no colégio em que estou trabalhando, no mesmo turno. Ela começou super empolgada, depois criou uma resistência, chorava na saída com medo de que eu não fosse buscá-la. Depois de três semanas, ela se adaptou super bem e adora ir pra escola.
Liam entrou na creche, com nove meses. Foi difícil entregar ele nas mãos de quem eu não conheço. Está sendo difícil. Mas o que me consola, é que ele tem se adaptado super bem, e acredito que irá se desenvolver bastante lá. Esta até comendo melhor no almoço.

Com a nova rotina, esses dois estão me deixando um caco! Eles acordam às 06:20, sem despertador. E eles é que me acordam. Mesmo nos finais de semana. E mesmo dormindo cedo, eu acordo cansada.
Ainda estou tentando me adaptar, assim como eles.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Desafio da maternidade

Nos últimos dias no facebook rolou o desafio da maternidade, onde as mães deveriam postar três fotos que mostrasse o quao boa era a maternidade.
O desafio foi criticado por algumas pessoas, pois mostrava apenas o lado bom, e que ninguém fala sobre a real maternidade.
Participei do desafio porque a maternidade me engrandeceu em diversas formas, porque eu cresço, amadureço e aprendo todos os dias com meus dois carrapatinhos. Porque eu os amo incondicionalmente e incomensuravelmente.
Mas a real maternidade deve ser falada, conversado e mostrada, para que nenhuma futura mamãe seja pega de surpresa.
Aquela onde você não tem mais controle nenhum!!!!! Primeiro, sob seu próprio corpo, desde a gravidez até necessidades fisiológicas. Isso mesmo, fazer xixi e cocô. Nem percebo, mas seguro o xixi praticamente o dia inteiro, e quando vou ao banheiro é com uma criança e um bebê no meu pé. Sinto falta daquele banho quentinho e demorado. A vida é uma correria, principalmente eu que tenho dois filhos. Ir ao mercado comprar umas coisinhas é uma história. Pintar cabelo, fazer unhas, sobrancelhas..... Apenas depois das 22:00 quando ambos estão dormindo. Passar horas acordada tentando acalentar e tirar uma dor, ou passar horas no hospital esperando atendimento. Ter uma refeição completa é praticamente impossível. Ir ao restaurante.... Meu deussss! Com um filho é ok.... Com dois, não dá. Pelo menos não ainda. Aquelas saidinhas com os amigos vão ficando no esquecimento, aliás, os amigos vão. Não é isso que queremos, mas amigos que não estão inseridos na mesma realidade que nos, acabam se afastando aos poucos. A maternidade émeio solitária. Antissocial. O contato social acaba se resumindo às mães e pais que levam os filhos no mesmo parquinho que o seu. Não, não é ruim... E nem estou menosprezando. Mas pra quem costumava ter vários amigos, conversas diversas, ter as conversas resumidas a filho dói um pouco. E a maternidade é pra vida inteira! Não tem pra onde correr. O consolo é que com o tempo, eles vão ficar mais independentes, vão crescer, fazer coisas sozinhos, vão compreender você e suas necessidades, e vão até te ajudar.
Eu não me arrependo nem por um segundo da minha decisão de ser mãe, sim, eu decidi. E a maternidade não deve ser nada além de uma decisão. Você tem que querer, mesmo sabendo de tudo isso. Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo exatamente igual! Se eu soubesse antes o que sei agora faria tudo exatamente igual. Eu! Mas muitas mulheres precisam saber disso antes de tomarem esta decisão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Os dramas da vida real

O último mês acredito estar sendo o mais corrido, desde que Liam chegou. Ele saiu da fase neném, e entrou na fase bebê. Está lindo, maravilhoso e engatinhando tudo! Sobe em tudo e quer comer de tudo! É uma graça, mas é a fase que mais está exigindo atenção. E aí me pego em falta com minha Lórien, afinal, ela não está mais tendo toda a atenção que tinha antes, quando Liam apenas dormia e mamava. E eu estou completamente esgotada! Cansada e exaurida e tantos sentidos. Tem dias que eu simplesmente queria estar sozinha, sem ouvir choro, sem ouvir mamãaaaaeeee o tempo todo, sem me preocupar com comida, casa, banho, roupa suja.... e aí me sinto uma péssima mãe por querer ter um tempo "OUT" de tudo isso. Um dia. Só isso.
Mas daí passo um tempinho longe deles e já fico imaginando e pensando neles. Sentindo falta e querendo. Vai entender. hahaha